Desventuras em série – Episódio I

Tenho falado pouco sobre a Eva por aqui… as vezes por falta de novidades, visto que as customizações que desejava fazer já consegui fazer. Na verdade, acho que nenhum dono de H-D fica muito tempo quieto quando o assunto é customização, apenas chegamos numa zona de conforto. Acho que já estou nessa zona… a Eva já está com o stage I montado, espelhos rebatidos, tampas personalizadas, tail light, algumas tranqueiras protetoras arrancadas e suporte de placa lateral.

Mas nem tudo é perfeito no universo trepidante da H-D. O suporte lateral que instalei na Eva fica preso no eixo da roda e não mais no para-lamas. Ele é nada mais, nada menos, do que uma chapa de aço carbono de aproximadamente 4,0 mm de espessura, dobrado em L, com local para fixação da placa e da luz que a ilumina. Até aí, tudo certo.

Se você buscar um pouco pelas lembranças das aulas de física do ensino médio, na minha época chamado de colegial, irá lembrar de momento físico, ou só momento. O momento é uma grandeza que representa a magnitude da força aplicada em um sistema perante uma distância conhecida de um eixo de rotação. É o conceito do braço de momento ou efeito alavanca, quanto maior a alavanca menor será a força aplicada. E daí?

Falei que o suporte era um L, certo?! E um L, preso pela ponta, se torna uma alavanca. Somando-se o peso da luz de placa ao peso próprio do suporte, o conjunto teve grau de liberdade suficiente para trepidar… e como trepidou. Trepidou tanto, que foi aos poucos foi soltando os parafusos de fixação, rasgou a região e ficou pendurada pelo lacre trincado até eu ser avisado em um semáforo.

Na “oficina” fixei novamente com outros parafusos, mesmo sabendo que ela poderia se soltar novamente e eu a perderia de vez. Durante dois dias, sob olhar meu olhar atento em todas as paradas, a placa se manteve em seu lugar. Até que no terceiro dia ela se soltou e após estacioná-la em frente ao prédio do escritório, percebi que ela não estava mais lá.

B.O., procedimentos, pedidos, taxas, fila e enfim uma placa nova. Feliz e aliviado, consegui desencanar do stress que o suporte x placa me causaram. Mas fique ligado, essa história não termina aqui.

Bataille pour la couronne

A H-D Roadster foi recém lançada e na França já está rolando um campeonato de customizações do modelo, chamado The Battle of Kings. Várias referências interessantes para você que pensa em uma ou outra nova customização na motoca.

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Gostei de ver os diferentes estilos dos customizadores… algumas focando bastante no estilo Cafe Racer, que na minha opinião é o estilo que nasce com o modelo da Roadster (stock). Mesmo assim o estilo scrambler não ficou de fora… vários modelos customizados com escape alto, similar até a XG750 (aqui). O grafismo da Harley-Davidson AMF também não deixou de ser lembrado.

Super Hero Customs

Na Austrália, a Harley-Davidson fez uma série de motos customizadas baseadas nos super heróis da Marvel. Selecionei algumas fotos para exemplificar, mas perceba que até o capacete recebeu uma customização.

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Na verdade, não me atraio por super heróis e pouco sei sobre os lançamentos de Hollywood relacionado ao tema. Então por que escrever sobre essas motos customizadas? Porque, além das customizações interessantes que destaquei, baseadas na família Sportster, a foto abaixo me fez lembrar de uma situação muito engraçada que aconteceu comigo no ano passado.

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São normais perguntas sobre a Eva quando paro no semáforo, sendo as mais comuns sobre a cilindrada do motor e dos espelhos rebatidos para baixo. Mas o fato engraçado que comentei anteriormente foi justamente sobre a “moto do Capitão América”.

Após três ou mais paradas de semáforo, um rapaz que me acompanhava em uma Twister amarela levanta a viseira do capacete e pergunta:

— Qual a cilindrada?

— 900! — respondo.

—Da hora! Pretona assim… fosca… da hora! — se empolga o camarada.

—Valeu! — respondo orgulhoso, porém sem graça.

— E ela treme toda… quanto vale? Uns 70 paus?

— Não, uns 20.000 só! — Nem sei porquê, mas nessa hora meu pensamento foi jogar o valor da moto mais para baixo possível. Vai que…

Espantado, o rapaz emenda — Só? Achei que fosse mais!

— Não… isso é mito! — reforço.

— Da hora, parece a moto do Capitão América! Muito loka!! — comecei a dar risada e me despedi, pois o semáforo abriu naquele momento.

A moto que ele estava se referindo, não era uma Sportster Iron… era uma Street 750 que foi usada no filme Capitão América 2: O soldado invernal. Aliás, o lançamento da família Street foi baseada nessa aparição. E da Street 750 eu falei aqui e aqui.

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XG750R Flat

Está na minha lista de pendências escrever sobre as Flat Track Races, nas quais a Harley-Davidson sempre foi uma lenda. Quem assistiu o seriado da Discovery Channel, Harley and the Davidsons, sabe que após a não agradável participação da H-D nos velódromos, as Flat Track Races se tornaram a alternativa para os amantes de corridas em duas rodas. Enquanto eu não faço essa pesquisa de forma completa, porque não apreciarmos a nova XG750R?!

AMA Pro Racing GNC Mile

Ela é baseada no modelo Street 750, dotada do motor Revolution X V-Twin de 750 cm³ e refrigeração líquida, totalmente modificada para pistas. Ela entra no lugar da XR 750, que teve uma grande participação até então.

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XG 750R (à esq.) comparada à veterana XR 750 (à dir.)

E aí, gostou?

Lançamentos para 2017

No começo dessa semana, o G1 publicou no canal AUTOESPORTE alguns dos lançamentos esperados para 2017, aqui. Se você gosta de motos, independentemente do seu estilo, vai querer ler a matéria. Mas aproveito aqui para destacar algumas máquinas interessantes e que muito provavelmente ficarei de olho. Aliás, muito provavelmente esses lançamentos ocorrerão durante, ou pouco antes, do Salão Duas Rodas. O evento já tem data marcada e acontecerá de 14 à 19 de novembro de 2017.

DUCATI MONSTER 797

Gosto demais das Monsters, sempre gostei! Com a chegada da Monster 821, nervosa, tecnológica e cara, a Ducati ficou sem nenhuma opção para “entrada”. Não acredito que irão conseguir uma incrível melhora nos valores… vamos aguardar. Ela usará mesmo motor da Scrambler 800.

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Falei da Monster 796 aqui.

H-D ROADSTER 1200

Já falei dela diversas vezes. Aliás, o modelo já está à venda… recebi até e-mail com valores e taxas. Veja aqui.

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INDIAN DARK HORSE

Literalmente… cavalo preto bravo! É uma Chief (aqui), mas com visual agressivo e “sombrio” (gostei dessa descrição). Isso inclui, banco solo, pintura preta fosca, além do motor V2 de 111 ci. e 15,9 kgfm de torque. Lembra muito a Scout.

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INDIAN SCOUT

E por falar nela, teremos a primeira reestilização da Scout em 2017. Espero apenas correção, ajustes e novas cores, já que ela é recém chegada ao Brasil. As vendas se iniciaram em outubro de 2015.

Gosta da Indian Scout? Recomendo os posts: aqui e aqui.

ROYAL ENFIELD

Britânica no início (1891) e desde 1990 pertencente à indiana Eicher Motors, a extremamente popular na Índia, Royal Enfield, é considerada a fábrica de motocicletas mais antiga do mundo. Talvez por falta de sorte, mas desde 2015 a Royal Enfield tentar aparecer no Brasil, quando o antigo representante encerrou suas operações comerciais. Agora a marca trará três modelos importados ao Brasil: Classic, Bullet e Continental GT.

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Veja a habilidade do indiano aí no vídeo!

TRIUMPH BOBBER

Falei dela aqui. É uma fantástica bobber, dotada de um câmbio de seis marchas e do famoso motor de 1.200 cm³ com dois cilindros HT, ou seja, High-Torque = “torcudo”. Essa, eu gostaria de ver parada no farol do meu lado!

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JDH 1923

Se eu falar em “moto de corrida” alguns vão logo se lembrar das Cafe Racers, que teoricamente foi o começo de tudo. Eram com elas que jovens britânicos dos anos 50 e 60 tiravam seus rachas ilegais de um café à outro. Já li em algum lugar, que colocava-se uma moeda no Jukebox para tocar uma música e a corrida deveria terminar antes dessa música terminar.

Porém, quem assistiu à minissérie da Discovey Channel, Harley and the Davidsons (aqui), sabe que o início das motocicletas americanas aconteceu juntamente com corridas. O sucesso de vendas das motocicletas era aliado ao desempenho delas nas pistas. Todos queriam a mais rápida, a mais veloz, aquela que resistisse aos mortais velódromos (pistas ovais de velocidade) e às flat track (pistas planas). Sendo assim, os protótipos eram desenvolvidos e testados na pista para depois serem disponibilizados às vendas.

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(H-D JDH 1923)

No caso dessa beleza aí de cima não foi diferente. Trata-se de uma JDH de 1923, dotada de um motor V2 de 74 ci., chamado F-Head. Ela tinha condições reais de chegar à 100 mph (160,9 km/h) e autonomia de 85 milhas (136,8 km) com um tanque de combustível. Ela possuía a tecnologia mais avançada dentre as motocicletas vendidas pela H-D, aliás, era o modelo mais caro custando próximo de US$ 310,00. Para ter uma noção, em 1928 um Ford modelo A custava US$ 385,00.

Achou caro? Lembre-se, nessa época um refrigerante custava US$ 0,05 ($5 cents). Pois bem, essa daí foi arrematada por US$ 175.000,00, totalmente original! Inacreditável? Veja aqui então.