Diário da Eva – Parceria

Nesse mês de outubro, a Eva e eu completamos um ano de parceria. Durante esse período aprendi muito coisa sobre ela: manutenção, customização, história e até mesmo condução. Muitos desses assuntos eu posto aqui, algumas vezes apenas como relato… outras vezes como tutorial. Alguns deles são muito acessados e espero que tenha ajudado de alguma forma, seja pela especificação do óleo (aqui e aqui), pelas customizações (aqui e aqui) ou pelas manutenções (aqui e aqui).

De qualquer maneira é muito bom poder contar com ela no meu trajeto para casa… uma espécie de terapia!

Nota:

– A 883 R em segundo plano é de um colega de trabalho. Outro apaixonado por H-D!!

Diário da Eva – Custo R$/km

IMG_0722Utilizando uma calculadora online, fiz a conta do custo por quilômetros rodados da Eva. São vários dados necessários para o cálculo, mas o resultado é interessante:

– Custo do quilômetro rodado: R$ 1,62/km

– Custo mensal: R$ 675,69

– Custo anual: R$ 8.108,33

Testei alguns valores e percebi que o custo por quilômetro rodado diminuirá com o tempo, se eu continuar rodando. Apesar de usá-la diariamente, meu percurso é pequeno e não ultrapassa 20 km/dia.

Vou continuar acompanhando esse custo e volto a publicar aqui. Gostou? Tente você aqui!

Diário da Eva – Espelhos rebatidos

Pode parecer brincadeira, mas a dúvida sobre H-D’s mais frequente são os espelhos rebatidos. Seja no posto de gasolina, parado no semáforo ou até quando estou me encapotando todo para sair, a pergunta varia, mas a ideia é sempre a mesma: “Os espelhos desse jeito não dificultam a visualização?”.

Na verdade, os espelhos rebatidos para baixo são originais na Forty-Eight, mas na Iron eles são montados para cima. E rebater os espelhos para baixo é a customização, ou uma das, mais comum dentre os proprietários de Iron. Talvez porque o estilo da motoca fique mais bravo, ou talvez porque é muito fácil fazer e não precisa de nenhuma adaptação. Dá uma olhada no vídeo aí…

Mas Louis, afinal, é ruim ou não deixar os espelhos para baixo? Sim e não! Explicarei:

– Sim, é ruim, porque aquela olhada rápida no espelho passa a ficar um pouco mais demorada e faz você mexer a cabeça para baixo, isso pode te prejudicar nas entradas rápidas e/ou desviar um pouco mais a atenção. Também atrapalha um pouco na passagem pelo corredor, quando você vai dar aquela “remada” por cima dos retrovisores dos carros parados muito juntos.

– Não, é bom, porque na posição original você enxerga os ombros e braços. Já rebatidos para baixo, a visão fica mais limpa e livre.

Lógico que não consigo explicar tudo isso parado no farol… usando capacete ainda, pode esquecer. Por isso a reposta é sempre a mesma: “Fica diferente, precisa se acostumar!”.

 

Técnicas de pilotagem

Em abril desse ano, após pesquisar um pouco, me inscrevi para fazer um curso de técnicas de pilotagem em baixa velocidade, oferecido pela H-D Autostar. Ouvindo assim você pode até pensar: “Em baixa velocidade?”. Calma, explicarei!

Esse curso é ministrado pelo Antonio Baccaro, policial rodoviário federal, instrutor pela H-D desde 2000 e formado pela Harley University. O treinamento baseia-se em técnicas de condução de motocicletas em baixa velocidade, pois segundo explicado pelo Baccaro, se você domina sua motocicleta em baixa velocidade terá muito mais facilidade de dominá-la em alta velocidade.

Já havia lido sobre essa técnica, mas na prática é tudo diferente. O lance todo está no controle da embreagem, acelerador e freio traseiro. É uma combinação de: ponto da embreagem, até a motocicleta começar a dar uns socos; acelerador, para evitar de que o motor morra; e freio traseiro, para segurar tudo isso. É incrível, a moto vira um cavalo manso!

Aprendido isso em um espaço livre, são colocados três desafios: zig-zag entre cones, 360° e o temido 8. Cada exercício é feito após a instrução e demonstração do Baccaro, executado inúmeras vezes pelos participantes… mais ou menos até começar a doer todo o corpo. Parece besteira ou até que estou mentindo, mas fazer esses exercícios várias vezes, pilotando a Eva e seus 250 kg, não é fácil e cansa muito.

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O treinamento é voltado à proprietário H-D, tanto que até o Baccaro faz a demonstração em uma Ultra. Sim, ele monta naquela bichona de 350 kg e faz tudo aquilo parecer brincadeira de criança. E logo no começo, o Baccaro diz: “Quem derrubar a moto, deixa ela no chão e me chama!”. Mas demorou até que no último exercício um cara derrubou uma 1200 Custom… e sem deslocar o joelho ou estirar um músculo, aprendemos a levantar a bichona.

Não existe nada como testar na prática. E ainda ouvir: “Você está roubando… tem que usar o freio traseiro!”. E eu uso essa técnica todos os dias, passando por aquele corredor apertado sem colocar o pé no chão!

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Diário da Eva – Capa da correia [UPDATE]

Para ilustrar esse post aqui, veja a customização dessa V-Rod Night Rod feita pela AZ Motorcycles… quem assiste Discovery Turbo irá lembrar. Reparem que a correia dentada ficou totalmente aparente, inclusive próximo ao motor. Curtiu? Confira as fotos lá no BH Riders.

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(Foto Marcio Vital, BH Riders)