DIY – Beer tote [UPDATE]

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E nesse final de semana fiz o acabamento do engradado, lembre dele aqui, mas com a diferença de que não foi envernizado. Fiz uma busca na internet e resolvi deixar a madeira crua tratada com óleo de peroba. Na verdade, utilizei o próprio óleo de cedro.

Mas esse acabamento é limitado, pois se deixar o engradado em algum local que pegue muito sol será necessário um tratamento com cera ou até verniz. Gostei do resultado, perfumou o ambiente e realçou a cor da madeira.

Técnicas de pilotagem

Em abril desse ano, após pesquisar um pouco, me inscrevi para fazer um curso de técnicas de pilotagem em baixa velocidade, oferecido pela H-D Autostar. Ouvindo assim você pode até pensar: “Em baixa velocidade?”. Calma, explicarei!

Esse curso é ministrado pelo Antonio Baccaro, policial rodoviário federal, instrutor pela H-D desde 2000 e formado pela Harley University. O treinamento baseia-se em técnicas de condução de motocicletas em baixa velocidade, pois segundo explicado pelo Baccaro, se você domina sua motocicleta em baixa velocidade terá muito mais facilidade de dominá-la em alta velocidade.

Já havia lido sobre essa técnica, mas na prática é tudo diferente. O lance todo está no controle da embreagem, acelerador e freio traseiro. É uma combinação de: ponto da embreagem, até a motocicleta começar a dar uns socos; acelerador, para evitar de que o motor morra; e freio traseiro, para segurar tudo isso. É incrível, a moto vira um cavalo manso!

Aprendido isso em um espaço livre, são colocados três desafios: zig-zag entre cones, 360° e o temido 8. Cada exercício é feito após a instrução e demonstração do Baccaro, executado inúmeras vezes pelos participantes… mais ou menos até começar a doer todo o corpo. Parece besteira ou até que estou mentindo, mas fazer esses exercícios várias vezes, pilotando a Eva e seus 250 kg, não é fácil e cansa muito.

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O treinamento é voltado à proprietário H-D, tanto que até o Baccaro faz a demonstração em uma Ultra. Sim, ele monta naquela bichona de 350 kg e faz tudo aquilo parecer brincadeira de criança. E logo no começo, o Baccaro diz: “Quem derrubar a moto, deixa ela no chão e me chama!”. Mas demorou até que no último exercício um cara derrubou uma 1200 Custom… e sem deslocar o joelho ou estirar um músculo, aprendemos a levantar a bichona.

Não existe nada como testar na prática. E ainda ouvir: “Você está roubando… tem que usar o freio traseiro!”. E eu uso essa técnica todos os dias, passando por aquele corredor apertado sem colocar o pé no chão!

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Diário da Eva – Tail light

Com a instalação do suporte de placa lateral, o suporte tosco original foi retirado e deixou a rabeta da Eva muito alta. A solução é a instalação de amortecedores mais baixos e mais eficientes que os originais. Quando garupada, os amortecedores originais chegam ao final de curso facilmente por conta das irregularidades do asfalto.

Os indicados para as 883 Iron são os Progressive Suspension, que vão dos originais 13” até medidas mais baixas 11” ou 10”. Na minha opinião, a escolha ideal para manter um visual baixo sem comprometer a condução mesmo garupado é o de 12”, 1” ou 25,4 mm mais baixo que o original. Isso deve rebaixar a rabeta em pelo menos 18 ou 19 mm e trazer o para-lama mais próximo ao pneu.

Enquanto isso não é possível fiz a instalação de um tail light, muito similar ao da Breakout, que ajudou muito no disfarce da rabeta alta. É um acessório original da HD, mas eu acabei comprando via eBay e gastei menos que o kit original. Mas a economia também tem seu preço e tive de estudar o esquema elétrico de iluminação da Eva. Nada complicado, visto que no manual de serviços (aqui) estão todos os esquemas elétricos (iluminação, partida elétrica, etc.).

IMG_0301Por ser um kit paralelo, ele não traz junto o chicote necessário para a instalação e vem apenas com um cabo de 3 vias. Foi necessário identificar os cabos corretos e fazer uma emenda próximo ao chicote original, sob o banco. A iluminação das 883 Iron funciona da seguinte forma: pela ausência de lanterna traseira as setas têm função tripla, ou seja, indicador de direção (seta), lanterna traseira e luz de freio. Portanto, o novo tail light precisa ter duas das três funções, lanterna traseira e luz de freio.

O visual ficou legal e diferente das demais Iron que vejo, pois, apesar de ser um acessório original HD poucos proprietários fazem a instalação. Esse kit é mais popular nos EUA e possui alguns tutoriais de instalação no YouTube, nada que ajude quando o kit não é original. E você, curtiu?

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Use botas

Você leu esse post aqui e entendeu a importância de usar luvas. Então, a dica de hoje é: use botas! O recado foi enviado para o GASOLINE SAUCE pelo Luiz Fabiano, que teve o pé salvo por estar calçando botas. Ele relatou que se não fosse a bota que estava usando, a moto que caiu sobre seu pé teria machucado seu calcanhar e tornozelo.

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(Foto RD|Looks)

Quem tem ou já andou em uma HD já pôde experimentar o peso considerável. Nas Sportsters, como é o caso da Eva, o peso parte de 250 kg (sem você). Nas irmãs maiores já bate os 300 / 350 kg. Se ela começar a tombar, nem adianta tentar trazê-la no lugar. Você deve levar ela até o chão e em seguida levantar.

“Sabe o que é!? Estou sem dinheiro tempo para comprar um par de botas.”. Isso não é desculpa, pois foram botas de segurança que salvaram nosso amigo Luiz de um fratura ou luxação no tornozelo. Sim, botas de segurança (EPI). Além de prevenir situações como esta citada, as botas trazem mais alguns benefícios interessantes: mais firmeza na pisada e no tornozelo, evitando uma torção, e mais resistência à alavanca de câmbio. Algumas ainda são impermeáveis, boas para aqueles maravilhosos dias de chuva.

Eu comprei as minhas botas em uma loja de sapatos mesmo. Optei por couro liso, pois assim consigo mantê-las mais limpas e lustradas. E você, usa botas?

Diário da Eva – Limpeza de filtro

Se você leu esse post aqui já sabe que a Eva está customizada com o “Stage I”, que agrega mais potência e mais torque ao motor. Mas também não posso deixar de comentar que com a troca desses itens o filtro de ar vai precisar de atenção especial, ou seja, limpeza!

Você vai precisar de um kit de limpeza K&N, que é composto por detergente em spray e óleo. Na verdade, não existe muito segredo, basta borrifar o detergente no elemento filtrante sujo e aguardar alguns minutos para que a sujeira impregnada se solte com mais facilidade quando jogar água. Devemos jogar água de dentro do elemento para fora, para que realmente toda a sujeira/poluição de solte do feltro. Feito isso, aguarde secar naturalmente na sombra e reaplique o óleo.

Os elementos de filtragem de ar ditos laváveis, necessitam de aplicação de óleo para auxiliar a retenção de partículas, diferentemente dos elementos de papel, que são secos. Acredito que a limpeza deva ocorrer de acordo com sua utilização. Faça uma inspeção regular no filtro e analise a situação. Dá uma olhada:

E se você não tem o kit de limpeza, tente usar detergente comum e óleo WD-40.

Diário da Eva – Stage I

Muitos falam do “stage I” de customização no motor das HDs. Mas o que é isso?

Essa customização engloba substituição de alguns componentes da admissão e escape, que listei abaixo:

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(Rough Crafts)

– Filtro de ar ::: muitos fazem a substituição do elemento filtrante por um dito esportivo, mantendo a carcaça original. O mais famoso e conhecido é o K&N, que normalmente é avermelhado. Eu, particularmente, não acredito que o fluxo de ar ganhe um grande incremento. Por isso, a minha opção foi a substituição total do filtro de ar original por um que possibilite um real aumento de aspiração do ar.

 

– Escape ::: acredito que 90% 99% dos proprietários de HD fazem a substituição do escapamento original, aquele que faz sua moto parecer uma máquina de costura. Todos buscam aquele gostoso ronco que só um motor V2 em baixa rotação pode te proporcionar. As opções são: troca das ponteiras ou troca do escape inteiro.

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(Vance & Hines)

No meu caso, optei pela troca total do escape. Não me arrependo, mas hoje talvez eu não o fizesse, por alguns motivos simples: alto custo, são importados, e barulho elevado, não que eu não goste pelo contrário, eles são muito bons e ressaltam bastante o ronco do motor. São ótimos se você dá um rolê na cidade, mas se você vai esticar uns 100/200 km chegará cansado.

 

– Enriquecedor de mistura ::: a briga nesse quesito é grande. Mas nem precisa pensar muito para chegar a conclusão de que se não instalar você terá sim uma mistura ar-combustível pobre. Se você aumentou o fluxo e ar de entrada e aumentou o fluxo de ar de saída, precisará aumentar a quantidade de combustível para essa nova quantidade de ar. As HDs já saem de fábrica com mistura pobre por conta da mijolina brasileira. Duas alterinativa: remapear a injeção ou a instalação de um enriquecedor de mistura. Optei pela segunda e fiz a instalação do RedLine Duo, versão mais atual do próprio RedLine, ou ainda Suricato. Produto nacional muito bem feito, com regulagens que possibilita você brincar muito e deixar a moto na sua pegada. Domingo passado fiz alguns ajustes e deixei o bicho! Sim, você também pode utilizar algumas opções importadas da própria Vance & Hines ou Screamin’ Eagle, de ótima qualidade, porém com o preço salgado.

Posso dizer que a Eva já está com o Stage I completo e ainda esquenta muito menos por conta do enriquecedor. Mas então existe Stage II? Existe, mas isso é assunto para outro post.

Diário da Eva – Limpeza

Usar a Eva todo dia, estacionando ela na rua, acaba deixando muita sujeira aparente por conta da pintura preta fosca (black denin), quase marca registrada das Iron. Isso não me deixa muito contente, visto que a lavagem custa quase R$ 50,00.

Mas para manter um pouco a lavagem aprendi um “truque” simples. O mágico WD! Na verdade não precisa ser exatamente WD 40, pode ser qualquer óleo lubrificante em spray. Aplique sobre tanque e paralamas, aguarde uns 10 segundos e passe uma flanela devagar. Esse cuidado todo é para não riscar. Depois de aplicado o óleo a pintura ficará com aspecto molhado, mas isso dura pouco conforme o óleo for secando. Lógico que essa técnica só funciona se a moto estiver empoeirada, não vai adiantar nada tentar isso depois de um passeio em uma estrada de chão. Pior, você com certeza vai riscar a pintura!

Posso passar no motor? Pode, mas daí use um pincel. Com o pano não vai conseguir fazer um acabamento legal.

Posso passar no escape? Pode, mas saiba que quando o motor esquentar vai parecer que está sentado em cima de uma fritadeira. E se sentiu esse cheiro de fritura, pode ter certeza que toda sua roupa vai estar cheirando óleo. Pega até na jaqueta de couro!

E você, o que achou?

Scooters e motonetas

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Se procura um veículo barato, com baixo consumo de combustível e prático para se locomover em cidades, a dica é: scooter. Não importa muito se você se refere a elas como motonetas ou scooters, o importante é que chegam a fazer mais de 35 km com 1 litro de gasolina.

As motonetas surgiram ao final da segunda guerra mundial, quando o italiano Enrico Piaggio teve a visão de um meio de transporte cômodo, de fácil manejo e barato. Após um frustrado projeto desenhado por Renzo Spolti, Piaggio procurou ajuda de um engenheiro aeronáutico chamado Corradino D’Ascanio, fissurado em aviões. O veículo foi desenhado com aspecto revolucionário para sua época. Diz a lenda que quando Piaggio viu pela primeira vez o protótipo exclamou: “Bello, sembra uma vespa!” (“Bonito, parece uma vespa!”), fazendo ilusão ao inseto.

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Vespa 98

Surgiu então a Vespa 98, apresentada em 1946. Depois dela, ou praticamente junto, vieram as Lambretas. Logo as motonetas se popularizaram pelo mundo e nas décadas seguintes tiveram vendas significativas. As Vespas e Lambretas foram as escolhidas pelos jovens em movimentos no Reino Unidos, Mods e depois skinheads. Uma das razões é que o transporte público encerrava suas atividades relativamente cedo e as motonetas eram mais baratas que automóveis.

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Nesta mesma época outro movimento de jovens, os rockers, centrados em motocicletas cafe racers, entravam em constantes conflitos. Em 1964, o conflito “mods versus rockers” deu origem a um pânico moral voltado contra a juventude moderna na Grã-Bretanha.

Mas não foi por isso que as motonetas perderam espaço nas décadas seguintes. As japonesas e suas modernas 125 cm³ do final da década de 70, e as restrições ambientais de emissão de poluentes na década de 80, fizeram as vendas e produções de Vespas e Lambretas tenderam à zero nas Américas.

harley_davidson_topper_scooter_9Até a HD lançou sua scooter. Lançada em 1960, a Topper com motor dois tempos de 165 cm³, durou apenas 5 anos em linha de produção.

Hoje, nosso cenário é totalmente diferente. Visando exatamente as mesmas coisas que fizeram com que as motonetas saíssem do papel, as grandes montadoras se renderam aos poucos aos encantos das scooters. De 2007 à 2012 foram vendidas mais de 26.200 scooters, resultando um crescimento de 800%. Acha um número impressionante? Só no 1º semestre de 2015 foram vendidas quase 24.000 unidades, somando as cinco mais vendidas.

Com câmbio automático, em muitas o CVT – ausência de engrenagens, fácil pilotagem, sistema de frenagem assistida (algumas até com ABS), baixo consumo de combustível e um sistema de transporte público caótico e saturado, a dica do GASOLINE SAUCE sem sombra de dúvidas é: se você quer um veículo de transporte barato e econômico, compre uma scooter e seja bem-vindo ao mundo das duas rodas! Qual? Daí depende da sua utilização. Mas fique ligado, farei outros posts voltados ao assunto.

 

 

Adeus

Ontem, 1º de julho de 2016, dissemos adeus às lâmpadas incandescentes aqui no Brasil. Uma das invenções mais importantes da humanidade, porém com pontos fracos. Apenas 5% da energia elétrica consumida era transformada em luz, sendo os outros 95% transformados em calor. Por conta desse rendimento nada sustentável sua aposentadoria foi anunciada em 2010 e a redução na produção foi gradual, em faixas de potência. A primeira tentativa de construção foi em 1802, sendo aprimorada e somente comercializada em 1879, 77 anos depois.

Selecionei um vídeo que tem tudo a ver com esse post aqui e com o assunto.