Desventuras em série – Episódio I

Tenho falado pouco sobre a Eva por aqui… as vezes por falta de novidades, visto que as customizações que desejava fazer já consegui fazer. Na verdade, acho que nenhum dono de H-D fica muito tempo quieto quando o assunto é customização, apenas chegamos numa zona de conforto. Acho que já estou nessa zona… a Eva já está com o stage I montado, espelhos rebatidos, tampas personalizadas, tail light, algumas tranqueiras protetoras arrancadas e suporte de placa lateral.

Mas nem tudo é perfeito no universo trepidante da H-D. O suporte lateral que instalei na Eva fica preso no eixo da roda e não mais no para-lamas. Ele é nada mais, nada menos, do que uma chapa de aço carbono de aproximadamente 4,0 mm de espessura, dobrado em L, com local para fixação da placa e da luz que a ilumina. Até aí, tudo certo.

Se você buscar um pouco pelas lembranças das aulas de física do ensino médio, na minha época chamado de colegial, irá lembrar de momento físico, ou só momento. O momento é uma grandeza que representa a magnitude da força aplicada em um sistema perante uma distância conhecida de um eixo de rotação. É o conceito do braço de momento ou efeito alavanca, quanto maior a alavanca menor será a força aplicada. E daí?

Falei que o suporte era um L, certo?! E um L, preso pela ponta, se torna uma alavanca. Somando-se o peso da luz de placa ao peso próprio do suporte, o conjunto teve grau de liberdade suficiente para trepidar… e como trepidou. Trepidou tanto, que foi aos poucos foi soltando os parafusos de fixação, rasgou a região e ficou pendurada pelo lacre trincado até eu ser avisado em um semáforo.

Na “oficina” fixei novamente com outros parafusos, mesmo sabendo que ela poderia se soltar novamente e eu a perderia de vez. Durante dois dias, sob olhar meu olhar atento em todas as paradas, a placa se manteve em seu lugar. Até que no terceiro dia ela se soltou e após estacioná-la em frente ao prédio do escritório, percebi que ela não estava mais lá.

B.O., procedimentos, pedidos, taxas, fila e enfim uma placa nova. Feliz e aliviado, consegui desencanar do stress que o suporte x placa me causaram. Mas fique ligado, essa história não termina aqui.

Goose Island Honker’s Ale

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Também premiada, porém sem tantas estrelas como sua irmã IPA, a Goose Island Honker’s Ale é uma cerveja inspirada nos pubs ingleses. Com aroma muito frutado, proveniente do lúpulo usado na fabricação, a Honker’s Ale é bonita de se ver quando servida no copo.

Ale é um tipo de cerveja produzida a partir de cevada maltada usando uma levedura que trabalha melhor em temperaturas mais elevadas. Tal levedura, conhecida como levedura de alta fermentação, fermenta a cerveja rapidamente, proporcionando um sabor frutado devido a maior produção de ésteres.

No aroma, toda a coloração âmbar intensa se traduz em olfato. Notas de malte tostado, toffee, caramelo, lúpulo bem aparente e leve frutado. O sabor é de amargor moderado e delicioso, seguindo o aroma, mas apesar disso o corpo é leve e a cerveja tem ótimo drinkability. No total são três tipos de lúpulo e quatro tipos de malte usados na receita.

Prêmios?! Sim… no World Beer Cup de 2006, levou medalha de bronze e no English Style Bitter Great American Beer Festival de 1997, medalha de ouro.

339084011_0_640x640Cerveja: Goose Island Honkers Ale

Transparência: Translúcida

Cor: Âmbar intenso

Espuma: Creme branco de boa formação, mas média persistência

Aroma: Frutado

Sabor: Lupulado frutado equilibrado, com leve amargor

Copo: Caldereta ou Pint (afinal, é uma Ale)

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Lembre-se de outra Goose Island aqui.

Goose Island IPA – Geladas

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IPA, IPA, Hurra!”. Hurra é uma saudação, um grito de alegria usado por marinheiros para saudar seus comandantes ou pessoas notáveis que visitam o navio. A analogia que fiz foi apenas uma brincadeira, mas traduz literalmente a alegria que tive ao tomar a cerveja destaque de hoje… a Goose Island IPA!

A Goose Island IPA é uma english IPA, carro-chefe da marca.  A Goose Island começou as suas atividades num simples pub aberto por John Hall, em 1988, em Chicago. O nome foi escolhido para homenagear uma ilha próxima da região. Já em 1995, foi aberta a cervejaria e em 2011 ela foi vendida para a Anheuser-Busch InBev.

Ao servi-la no copo você já notará uma leve diferença na coloração, que puxa para o âmbar claro. No aroma, o lúpulo é dominante e é a principal estrela dessa cerveja, que passa pelo processo de dry-hopping (lembre-se da técnica aqui). Mas o que torna essa cerveja espetacular, é o corpo leve e o ótimo drinkability, tão alto que parece até uma Session IPA.

Já foi várias vezes premiada, levando medalha de ouro em 2010 no World Beer Cup, em 2004, 2007 e 2009, medalha de prata no Great American Beer Festival, em 2001 e 2000 medalhas de bronze e ouro, respectivamente, no mesmo festival.

goose-island-ipa-bottle-copieCerveja: Goose Island IPA

Transparência: Translúcida

Cor: Âmbar

Espuma: Creme branco de boa formação, mas média persistência

Aroma: Cítrico e herbal

Sabor: Cítrico e frutado, com leve amargor, corpo leve e ótimo drinkability

Copo: Caldereta

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Gosta de IPA’s? Então veja também aqui, aqui, aqui e aqui.

Bataille pour la couronne

A H-D Roadster foi recém lançada e na França já está rolando um campeonato de customizações do modelo, chamado The Battle of Kings. Várias referências interessantes para você que pensa em uma ou outra nova customização na motoca.

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Gostei de ver os diferentes estilos dos customizadores… algumas focando bastante no estilo Cafe Racer, que na minha opinião é o estilo que nasce com o modelo da Roadster (stock). Mesmo assim o estilo scrambler não ficou de fora… vários modelos customizados com escape alto, similar até a XG750 (aqui). O grafismo da Harley-Davidson AMF também não deixou de ser lembrado.

Super Hero Customs

Na Austrália, a Harley-Davidson fez uma série de motos customizadas baseadas nos super heróis da Marvel. Selecionei algumas fotos para exemplificar, mas perceba que até o capacete recebeu uma customização.

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Na verdade, não me atraio por super heróis e pouco sei sobre os lançamentos de Hollywood relacionado ao tema. Então por que escrever sobre essas motos customizadas? Porque, além das customizações interessantes que destaquei, baseadas na família Sportster, a foto abaixo me fez lembrar de uma situação muito engraçada que aconteceu comigo no ano passado.

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São normais perguntas sobre a Eva quando paro no semáforo, sendo as mais comuns sobre a cilindrada do motor e dos espelhos rebatidos para baixo. Mas o fato engraçado que comentei anteriormente foi justamente sobre a “moto do Capitão América”.

Após três ou mais paradas de semáforo, um rapaz que me acompanhava em uma Twister amarela levanta a viseira do capacete e pergunta:

— Qual a cilindrada?

— 900! — respondo.

—Da hora! Pretona assim… fosca… da hora! — se empolga o camarada.

—Valeu! — respondo orgulhoso, porém sem graça.

— E ela treme toda… quanto vale? Uns 70 paus?

— Não, uns 20.000 só! — Nem sei porquê, mas nessa hora meu pensamento foi jogar o valor da moto mais para baixo possível. Vai que…

Espantado, o rapaz emenda — Só? Achei que fosse mais!

— Não… isso é mito! — reforço.

— Da hora, parece a moto do Capitão América! Muito loka!! — comecei a dar risada e me despedi, pois o semáforo abriu naquele momento.

A moto que ele estava se referindo, não era uma Sportster Iron… era uma Street 750 que foi usada no filme Capitão América 2: O soldado invernal. Aliás, o lançamento da família Street foi baseada nessa aparição. E da Street 750 eu falei aqui e aqui.

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