Boas festas

Chegamos no recesso… férias… parada de final de ano… banco de horas… ou seja qual for o nome que costuma dar à esse intervalo, mais do que merecido, para as festas de final de ano. Agora é a hora de descansar um pouco, renovar as esperanças com o espírito do Natal e pensar sobre o próximo ano que nos aguarda. Que venha 2017 com muito sucesso!!

Eu sei que o ano de 2016 não foi nada agradável para a maioria da população, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, sem falar nos recordes e índices históricos: cotação do dólar, desemprego, fechamento de empresas, número de manifestações, políticos denunciados, delações premiadas, etc. A crise que se instalou em nosso país é grande e nos faz perder as esperanças.

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Em 2016, até o Papai Noel se perdeu!

Mas uma coisa eu posso garantir: tudo isso vai passar! Em breve e aos poucos as coisas vão voltando ao seus devidos lugares, basta ter calma e pensar que nem tudo funciona na velocidade que gostaríamos. E já que a aposentadoria é coisa do passado e não nos pertence mais, que tal tomar uma cerveja e rodar uns bons quilômetros?!

Live long and prosper!

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Geladas – Colorado Eugênia

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Seguindo nos lançamentos da Colorado, a estrela de hoje é a Colorado Eugênia. Eugênia é o nome científico de uvaia, uma fruta nativa da Mata Atlântica, que possui casca fina e cor amarelo/dourado, ligeiramente aveludada. Uvaia?! Exatamente, a fruta faz parte da receita da Colorado Eugênia.

A cerveja é uma Session IPA, ou seja, baixo teor alcoólico e alto drinkability. Na verdade, as Session IPA estão começando a ganhar seu espaço aqui no Brasil, mas o conceito não é novo. Teria nascido na Inglaterra no começo do século passado, durante a Primeira Guerra Mundial, com estilos como Mild Ale e Bitter. Era esse tipo de cerveja que era consumido pelos trabalhadores em períodos de intervalo para não se intoxicarem com o álcool antes de voltar. O termo “session” vem do inglês e significa sessão, período de tempo.

eugeniaCerveja: Colorado Eugênia

Transparência: Levemente turva

Cor: Acobreada

Espuma: Branca, de boa média formação e boa persistência

Aroma: Frutado e lupulado

Sabor: Amargor na medida, ótimo drinkability

Copo: Caldereta

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Gosta de Session IPA? Veja essa aqui!

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– Não é a primeira vez que a Colorado utiliza uvaia em uma cerveja. No ano passado eles lançaram um rótulo criado em colaboração com o premiado norueguês Kjetil Jikiun, da Nogne Ø, e a Tupiniquim, de Porto Alegre. A Ybá-ia, que significa fruta ácida em tupi, era uma saison com uvaia.

Leituras recomendadas

Você já deve ter percebido que sempre faço menção à posts antigos do GASOLINE SAUCE quando estou falando de um assunto relacionado. Isso porque acho interessante que o leitor tenha, caso se interesse por aquele determinado ponto, mais informações já disponíveis aqui no blog. Então, vamos lá…

Diário da Eva ::: Se você gosta de H-D’s, tem uma ou deseja encontrar a luz, recomendo a leitura dos posts relacionado à Eva. Aliás, a Eva foi a realização de um sonho e um dos motivos de eu iniciar o blog. Os mais lidos e buscados pela galera são:

Geladas ::: Se você gosta de cerveja e quer aprender um pouco sobre os estilos, recomendo a leitura dos posts da série Geladas. Faço um novo toda semana, que sempre vai ao ar às 5ª. Recomendo a leitura dos posts abaixo, foram os que mais gostei de fazer:

Gerais ::: Se você gosta do universo das motocicletas, qualquer que seja, quer aprender um pouco mais sobre alguns termos ou simplesmente ler alguma coisa interessante, recomendo a leitura dos post abaixo:

Para fazer a busca é simples, basta clicar na lupa logo no topo do site e digitar aquilo que deseja encontrar. Não se esqueça de deixar seu comentário e se inscrever para receber as atualizações do blog. Boa leitura!!!

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(H-D Low Rider S 2017)

JDH 1923

Se eu falar em “moto de corrida” alguns vão logo se lembrar das Cafe Racers, que teoricamente foi o começo de tudo. Eram com elas que jovens britânicos dos anos 50 e 60 tiravam seus rachas ilegais de um café à outro. Já li em algum lugar, que colocava-se uma moeda no Jukebox para tocar uma música e a corrida deveria terminar antes dessa música terminar.

Porém, quem assistiu à minissérie da Discovey Channel, Harley and the Davidsons (aqui), sabe que o início das motocicletas americanas aconteceu juntamente com corridas. O sucesso de vendas das motocicletas era aliado ao desempenho delas nas pistas. Todos queriam a mais rápida, a mais veloz, aquela que resistisse aos mortais velódromos (pistas ovais de velocidade) e às flat track (pistas planas). Sendo assim, os protótipos eram desenvolvidos e testados na pista para depois serem disponibilizados às vendas.

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(H-D JDH 1923)

No caso dessa beleza aí de cima não foi diferente. Trata-se de uma JDH de 1923, dotada de um motor V2 de 74 ci., chamado F-Head. Ela tinha condições reais de chegar à 100 mph (160,9 km/h) e autonomia de 85 milhas (136,8 km) com um tanque de combustível. Ela possuía a tecnologia mais avançada dentre as motocicletas vendidas pela H-D, aliás, era o modelo mais caro custando próximo de US$ 310,00. Para ter uma noção, em 1928 um Ford modelo A custava US$ 385,00.

Achou caro? Lembre-se, nessa época um refrigerante custava US$ 0,05 ($5 cents). Pois bem, essa daí foi arrematada por US$ 175.000,00, totalmente original! Inacreditável? Veja aqui então.

Diário da Eva – Corta-corrente

Paradigma: Do grego “paradeigma”, significa um padrão, modelo e exemplo a ser seguido.

Já reparou que as vezes fazemos algumas coisas, de forma padronizada e nem mesmo sabemos o porquê. Simplesmente aprendemos daquela forma e repetimos sem mesmo pensar ou questionar nada. Aonde quero chegar com o assunto? Simples, no corta-corrente.

Quando eu era pequeno, alguém me ensinou que para dar partida em uma motocicleta eu deveria seguir uma série de passos. A motocicleta era uma Kawazaki Vulcan 750, de 1995, com pintura metálica verde. Era fácil, bastava girar a chave da ignição, acionar a alavanca do afogador para a posição máxima, acionar o botão corta-corrente e dar a partida (elétrica nesse caso). Depois de quente, bastava voltar a alavanca do afogador na posição mínima e pronto!

Para desligar era mais fácil ainda, bastava desligar o botão corta-corrente e tirar a chave do contato. Porém outro dia, me flagrei fazendo a mesma coisa para dar partida na Eva… na mesma ordem, com a exceção de não precisar “esquentar” o motor acionando o afogador. Afinal, qual a razão do botão corta-corrente?

bmw_g650_gs_f_009Pesquisando um pouco, descobri que ninguém sabe ao certo o verdadeiro porquê, mas acho que está muito próximo de ser um dispositivo de segurança, visto que ele apenas desliga o sistema elétrico de ignição do motor. Assim, o piloto consegue desligar a moto estando com as mãos no guidão em caso de emergências. Também pode ajudar no desligamento em caso de quedas, principalmente quando o piloto fica preso debaixo da moto. Inicialmente algumas motos speed começaram a ser produzidas com ele e agora se popularizou.

Posso deixar o botão sempre acionado? Pode, lógico, desligando pela chave todo o sistema elétrico da moto será cortado, inclusive o sistema de ignição. Existe algum problema deixar acionado? Teoricamente não, visto que o botão é um contato seco simples. Mas se eu resolver sempre utilizar o botão, isso não acarretará em um desgaste? Sim, mas até esse botão ficar tão desgastado a ponto de ser necessária sua substituição com certeza outros itens da moto já foram para o saco.

Mesmo sabendo de tudo isso vou continuar fazendo a mesma coisa… não sei o porquê e apesar de ter me flagrado fazendo a mesma coisa que aprendi desde de criança, não me senti incomodado. E você? Como dá a partida na sua moto? Sabe mais uma razão da existência do corta-corrente? Deixe seu comentário aí…

Geladas – Colorado Nassau

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Lançamento da cervejaria, hoje vamos falar da Colorado Nassau. O nome Nassau é uma homenagem a João Maurício de Nassau, que chegou ao Brasil em 1637. Ele veio para cuidar de terras conquistadas pela Companhia das Índias Ocidentais no Brasil. Nassau foi governador, almirante e capitão-General. Criou o 1º Jardim Botânico e Zoológico das Américas. Atuou em uma guerra luso-brasileira e durante anos conquistou e viajou pelo norte do Brasil. Por causa dele, criou-se a primeira lei ambiental do Brasil e um de seus artigos multava quem cortasse árvores de caju.

Caju?! Isso mesmo, essa é a palavra chave da cerveja. A Colorado Nassau é uma White IPA, um estilo novo que une as American IPA, bastante lupuladas, com as Witbiers, bem refrescantes. No primeiro gole você perceberá mesmo uma certa refrescância, porém logo virá o amargor característico da IPA, com um toque bastante frutado, o caju. Aliás, o caju nos dá aquela sensação de “boca amarrada”, típico de algumas frutas. O destaque fica pelo aroma, dominado pela fruta.

cerveja-colorado-nassau-463x600Cerveja: Colorado Nassau

Transparência: Levemente turva

Cor: Dourada

Espuma: Branca, de boa formação e persistência

Aroma: Frutado, vindo do caju e lúpulos cítricos

Sabor: Amargor forte e persistente

Copo: Pint (inglês), ou Caldereta

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Particularmente gostei da experiência, porém o amargor da fruta é diferente ao amargor de uma IPA tradicional… muito mais amarrado. E você gostou da ideia? Faça sua degustação e deixei sua avaliação nos comentários.